Você sabe quais os custos da saúde no Brasil? Entenda aqui!

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Os custos de saúde no Brasil não param de crescer. Tanto o poder público quanto os planos de saúde têm visto os gastos subirem, o que faz com que a necessidade de uma gestão especializada seja maior. O Brasil, por exemplo, já gasta mais de 3,8% do PIB com a saúde pública, o que o coloca a frente da média da América Latina.

Os gastos dos planos de saúde também têm crescido, fazendo com que parte da conta seja dada à empresa e aos colaboradores. O valor gasto com saúde pode chegar a 35% da remuneração de um funcionário.

Por isso, para que saiba quais são os principais gastos com saúde no Brasil, você verá neste post um panorama completo de tudo quanto tem contribuído para que o acréscimo e o que algumas instituições têm realizado para tentar otimizar os gastos.

Quer gerar maior efetividade para as estratégias de saúde em sua instituição? Então, veja quais são os fatores envolvidos.

Boa leitura!

Gastos com saúde pública

Embora os gastos com o Sistema Único de Saúde (SUS) sejam medianos e estejam até mesmo acima da média da América Latina, ele ainda está abaixo do que é esperado para proporcionar uma saúde adequada para os indivíduos. Principalmente quando é comparado aos índices europeus. 

Como o sistema atual ainda é falho e carente de recursos, há muitos profissionais que não conseguem o devido atendimento, o que prolonga ainda mais possíveis afastamentos, gerando custos para a instituição.

Devido à crise econômica, ao menos 3 milhões de pessoas perderam seus empregos e, consequentemente, o plano de saúde que tinham. Assim, mais pessoas precisam dos recursos da saúde pública, o que aumenta ainda mais a dificuldade de conseguir com que a maioria da população tenha um tratamento adequado.

Reajuste de planos de saúde

Os planos de saúde precisam acompanhar constantemente os aumentos que as instituições realizam, já que o investimento em tecnologia e em formas de tratamento são constantes. Por isso, é possível que o aumento nos contratos seja superior à inflação.

Em 2019, por exemplo, para os planos individuais e familiares, o reajuste foi de 7,35%. O valor foi quase o dobro do que foi a inflação no período, de 3,75%. Com isso, o impacto nas despesas familiares é grande, o que faz com que muitos desistam de seus atuais planos.

Para os planos empresariais, o reajuste acontece no aniversário do contrato. Da mesma forma, o reajuste procura compensar a inflação, novos procedimentos implementados e a frequência de utilização. A forma de cálculo dependerá de cada operadora e contrato realizado. 

Como a expectativa é de alta para os próximos anos, várias empresas já têm passado parte dos custos para os funcionários. O índice pode chegar aos 50%.

Aumento do uso de recursos médicos

Os desperdícios e fraudes custaram, só em 2017, mais de R$ 28 bilhões para os planos de saúde. Nesse valor, entram diversos procedimentos duplicados que não precisariam ser realizados. Isso acontece, muitas vezes, quando o paciente começa seu tratamento com um médico e é encaminhado para outro, que não tem em mãos todos os exames que já foram realizados. Dessa forma, o paciente é orientado a fazê-los novamente.

Outras vezes, o usuário busca por consulta com especialistas para resolver problemas que poderiam ser facilmente solucionados por um clínico geral em uma consulta de rotina. Outro problema está na falta de informação que leva muitos usuários a pensarem que a consulta não é produtiva se nenhum exame for solicitado ou algum medicamento prescrito.

O aumento do uso de recursos médicos é essencial para a grande alta nos recursos médicos. O índice está entre 15,4% e 19%.

Implementação do médico da família

Alguns planos de saúde estão resolvendo o problema optando por uma estrutura parecida com o que ocorre no SUS (Sistema Único de Saúde), o médico de família. Ele é o responsável por fazer o acompanhamento dos usuários e indicar, quando necessário, um médico especialista.

Com isso, os indivíduos se sentem mais seguros quanto o seu estado de saúde. Além disso, os gastos são diminuídos, já que os recursos utilizados são otimizados. Isso diminui os gastos tanto dos planos de saúde, quanto das empresas e dos colaboradores.

Uso da tecnologia como alternativa para reduzir despesas

Uma das maneiras para reduzir os custos que mais tem ganhado espaço é a análise preditiva, presente em BI (Business Intelligence, em português, Inteligência Empresarial). Com a utilização da tecnologia, é possível evitar doenças ou conseguir diagnosticar precocemente uma doença, conseguindo proporcionar um tratamento com maior agilidade.

Por meio da informatização, os dados presentes no histórico clínico dos pacientes podem ser utilizados de modo a analisar os perfis de usuários de acordo com os seus hábitos, detectando o risco de sofrerem determinadas doenças ou participarem de grupos de risco.

Com essas informações, o usuário se torna protagonista do seu próprio bem-estar. Ele será o maior responsável em tomar medidas que possam diminuir riscos e aumentar o seu bem-estar. Ou seja, é melhor se preocupar com medidas de prevenção do que fazer tratamentos. Assim, espera-se que a motivação dos profissionais seja maior, já que terão maior segurança e tranquilidade.

Assim, é mais fácil entender quais são os hábitos de vida e postura laborais que mais promovem afastamentos e tratamentos médicos. A lombalgia, por exemplo, é a principal causa de afastamento do trabalho e atinge até 65% das pessoas. O problema pode ser minimizado com uma melhor postura corporal.

O cenário de saúde no país é complexo. Tanto o poder público quanto os planos de saúde têm visto os gastos aumentarem. Com isso, as empresas sofrem ou o absenteísmo, ou com os altos custos repassados pelos planos de saúde.

Entretanto, para minimizar o problema de saúde no Brasil, as empresas podem usar uma série de medidas para aumentar o bem-estar dos colaboradores e diminuir os elevados custos, como a prática consistente e contínua da prevenção na instituição, além da utilização da tecnologia e Inteligência para informar os colaboradores e ajudar os gestores nas escolhas das melhores estratégias.

Para pensar melhor no assunto, entenda agora mesmo sobre Saúde 4.0. Repensar o conceito de saúde nas empresas é o primeiro passo. Esperamos por você!

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