Máscaras caseiras: quais as recomendações da OMS?

A pandemia pelo novo coronavírus mudou a maneira como nos vestimos, comportamos e deslocamos — e pode afetar nosso cotidiano por mais meses ou anos. Em meio às incertezas que o período traz, é natural termos algumas dúvidas quanto às precauções que devemos tomar. Afinal, todas as pessoas devem usar equipamentos de proteção individual (EPI)? O que são as máscaras caseiras e qual a sua recomendação atual?

A situação é muito recente e volátil, no Brasil e no mundo; no entanto, no momento, a recomendação do uso generalizado de máscaras é uma tendência entre os órgãos de saúde. A seguir, explicaremos quais as recomendações atuais, o panorama global dos EPI e qual a importância das máscaras caseiras. Continue lendo para saber mais.

Quais as primeiras indicações do uso de máscaras?

No início da pandemia, o uso de máscaras estava indicado apenas para pacientes infectados e profissionais da área da saúde. O Ministério da Saúde, inclusive, solicitou à população que evitasse comprar as máscaras profissionais (de código N95). O motivo é simples: em meio à demanda global por EPI, o risco de desabastecimento para profissionais da saúde era iminente.

O problema piora quando encaramos o fato de que 95% do suprimento brasileiro de máscaras vem da China, um dos países mais afetados pelo vírus. O raciocínio dessa indicação é que não adianta frear a infecção a nível populacional, se a assistência médica não tiver suprimento para atuar.

No entanto, outros países foram mais incisivos no uso das máscaras, como a Coreia do Sul. Neles, o nível de transmissão foi reduzido, o que nos deu uma pista de que o uso generalizado poderia ser uma saída viável. Para proteger simultaneamente o abastecimento médico e a proteção individual, portanto, as máscaras caseiras se tornaram uma solução.

Quais as recomendações sobre as máscaras caseiras?

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de máscaras apenas em situações específicas. Elas incluem o contato com pessoas infectadas ou em caso de sintomas sugestivos, como tosse ou espirros. A organização também recomenda a associação com outros métodos de redução de contágio, como a higienização correta das mãos.

No Brasil, já se cogita o uso de máscaras caseiras por pessoas saudáveis, em qualquer situação. Segundo o Ministério da Saúde, um novo protocolo está sendo criado para instruir a população em geral sobre a produção e a utilização desse EPI. Ele enfatiza que essa recomendação foi feita apenas após a constatação da eficácia das máscaras caseiras na redução da transmissão.

Como produzir as máscaras caseiras?

O Ministério da Saúde também já publicou um manual para a confecção de máscaras caseiras. Ele reforça que elas possuem algumas especificações para ser consideradas eficazes; dentre elas, citamos seu tecido específico (como TNT ou algodão), seu caráter individual, a higienização constante e as duas camadas de pano.

Para facilitar o uso disseminado, o manual do ministério sugere que as máscaras sejam feitas da forma mais simples possível — mas, claro, sempre seguindo os pré-requisitos. Ele frisa que o uso deve ser restrito a aproximadamente duas horas e que as máscaras podem ser higienizadas com água sanitária. Vale a pena conferir todos os detalhes sobre a confecção e os vídeo-tutoriais que ensinam a produzir as máscaras caseiras.

Em meio a um cenário de demanda global pelas máscaras, a produção caseira pode ser uma saída eficaz, viável e barata. No Brasil, a tendência é a utilização em qualquer circunstância em que a pessoa precise sair de casa. A confecção e o manejo corretos das máscaras caseiras são essenciais para garantir a redução da transmissão.

Se você gostou de saber mais sobre essas máscaras, certamente seus amigos e conhecidos também se beneficiarão. Compartilhe este post em suas redes sociais e ajude-os a se proteger também!

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