investir em medicina preventiva

Por que as operadoras de saúde precisam investir em medicina preventiva?

A expectativa de vida do brasileiro cresceu muito nos últimos anos. O grande fator responsável são as melhorias na área da saúde, tecnologias e assistência à população, oferecendo melhores condições de vida.

Além disso, há também uma mudança no perfil assistencialista, que, antes, focava apenas a cura da doença e, hoje, atenta também para prevenção e medidas profiláticas.

Contudo, é preciso ampliar o cenário de prevenção, adotando medidas mais eficientes e que atinjam os diferentes grupos populacionais. Como a medicina preventiva figura como essencial para operadoras da saúde? Continue a leitura e descubra!

A sinistralidade para as operadoras de saúde

Conforme já mencionado, o perfil da população e da assistência tem se modificado com o passar dos anos. Dessa forma, é viável que as operadoras de saúde se adéquem a isso, analisando o contexto de prestação de serviços e elaborando estratégias capazes de driblar a alta sinistralidade, do contrário, seu negócio se tornará insustentável.

O aumento na expectativa de vida

Você já sabe que a população, no geral, vive um momento de maior expectativa de vida, se comparado com décadas passadas. É fato que os avanços tecnológicos não apenas na área da saúde, mas em todos os aspectos assistenciais, contribuíram para tal aumento.

É preciso considerar, que o envelhecimento populacional sem hábitos preventivos carrega consigo pessoas vivendo por maior período com doenças crônicas, já existentes, ou com chances de adquiri-las, além de aumentar o risco de desencadeamento de novas patologias.

A elevada sinistralidade

O impacto disso para as operadoras de saúde é o maior dispêndio com tratamentos, hospitais, exames e clínicas para seus usuários. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), “a cada R$ 100 pagos de mensalidade, cerca de R$ 85 são destinados ao pagamento da assistência à saúde”.

Isso retrata que a sinistralidade — ou seja, o custo em assistência dividido pelo lucro obtido — está cada vez mais elevada, retratando um custo maior para operadoras. Diante disso, tais empresas ficam resguardadas no direito de realizar reajustes, os quais podem afastar novos clientes/usuários que não se dispõem a pagar por um preço maior.

Mas, afinal, quais ações cabem às empresas para evitar esse tipo de situação? Como promover saúde sem se arriscar financeiramente? A resposta para essas perguntas se baseia no uso preciso dos recursos e na investigação dos indicadores do momento. Entenda mais a seguir.

A importância da medicina preventiva

Já parou para pensar que a melhor forma de tratamento é aquela que evita o surgimento da doença? A isso, damos o nome de prevenção, uma prática de suma importância para que seja prestada uma boa assistência.

Vale ressaltar que a prevenção não atua apenas em evitar o aparecimento da doença, mas também em afastar a possibilidade de complicações e impactos dos fatores de risco ao longo do curso da patologia.

Exemplo disso pode ser observado com a hipertensão arterial. Inicialmente, é uma doença silenciosa, cujo diagnóstico requer a detecção dos níveis pressóricos elevados, seja em uma consulta de rotina, seja por um achado quase acidental. Caso o indivíduo não tenha o hábito de aferir a pressão, o diagnóstico tardio já pode acontecer associado às complicações.

Por conseguinte, incentivar o autocuidado dos usuários, convocando para consultas de rotina é uma excelente forma de identificar alguma condição patológica.

Reiteramos que o atual cenário assistencialista não foca em curar doenças, mas em promover saúde. Os efeitos disso são muito benéficos para a população, com melhora no bem-estar e na qualidade de vida. Também, é possível citar que a disposição para realização de tarefas é favorecida, beneficiando no âmbito do trabalho e no convívio social, seja com família, seja com amigos.

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As medidas preventivas ideais

Que a medicina preventiva é importante, você já sabe, mas quais estratégias podem ser utilizadas para potencializar seus resultados? Preparamos algumas dicas sobre isso!

Conheça o perfil epidemiológico

Entender a composição do seu público é fundamental para elaborar estratégias que foquem as reais necessidades da população. Já imaginou como seria investir, erroneamente, no combate à osteoporose em crianças e a importância do leite materno em idosos? É um exemplo simples, mas retrata o quanto é fundamental o conhecimento da faixa etária, doenças associadas, prevalência de patologias na região, escolaridade e condições financeiras para assertividade nos investimentos em saúde.

Incentive a realização de exames de rotina

Como já mencionado no texto, a realização de consultas periódicas auxilia no acompanhamento das condições de um indivíduo, podendo detectar tópicos de melhora ou piora ao longo do tempo. Permite, ainda, detectar precocemente alterações importantes no quadro clínico.

Para a solicitação dos exames de rotina, é preciso considerar a faixa etária e o sexo do indivíduo. Em mulheres jovens, por exemplo, é de suma importância a realização do exame citopatológico a fim de detectar precocemente o câncer de colo de útero. Já em crianças, independentemente do sexo, o teste do pezinho é essencial para detecção de doenças, como a anemia falciforme, antes de suas manifestações.

Atue de forma multidisciplinar

Vale ressaltar que não cabe apenas aos médicos e enfermeiros acompanhar a prevenção e condutas de tratamentos para doenças. É dever de todos os profissionais da saúde lançar mão de medidas capazes de promover saúde.

Os nutricionistas, por exemplo, são fundamentais para assistência em saúde. Por meio da elaboração de um plano alimentar adequado e personalizado, é possível afastar condições como a obesidade. Além disso, a alimentação é crucial no desenvolvimento do quadro de algumas doenças, como a diabetes e a privação de elevados níveis de carboidratos.

Já os fisioterapeutas e personal trainers conseguem atuar no sistema musculoesquelético do indivíduo, fortalecendo a musculatura, prevenindo lesões e oferecendo aos diversos sistemas condições ideias para bom funcionamento, como a melhoria da circulação e funções cardíacas.

É de suma importância ressaltar que a prevenção não deve focar apenas o âmbito orgânico e biológico. O lado emocional e psíquico da população também deve ser trabalhado. Com acompanhamento de psicólogos ou até mesmo psiquiatras, é possível manter a qualidade de vida e bem-estar consigo mesmo em condições ideais.

Ações pontuais

Por fim, é uma prática muito interessante promover ações pontuais que envolvam determinadas medidas de prevenção. Como exemplo, é possível citar grupos de apoio à saúde, incentivo à hábitos saudáveis na alimentação e com atividades físicas, campanhas para vacinação, combate ao tabagismo, conscientização acerca de doenças estigmatizadas e até mesmo realizar medidas para rastreio de determinadas patologias, como o HIV e testes de visão.

Concluímos, então, que a medicina preventiva é um tipo de assistência que oferece vantagens para todas as partes envolvidas. Porém, mais importante que o oferecimento dos recursos está a atuação do indivíduo como agente ativo e responsável de sua própria saúde. Segundo o modelo de Mudança Comportamental do Prochaska, é necessário que o indivíduo reconheça os caminhos que os levem para a mudança e estejam, de fato, motivados a seguir rumo a um objetivo.

Gostou do nosso texto? Entre com contato com a AxisMed e saiba como podemos, juntos, melhorar as condições clínicas dos beneficiários dos planos de saúde e controlar/reduzir os custos.

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