Engajamento médico e telemedicina: entenda a relação

engajamento médico
5 minutos para ler

Seja no setor público ou no privado, melhorar a qualidade do atendimento à saúde se tornou uma tarefa fundamental. Um exemplo de proporções globais desse debate surgiu, por exemplo, no National Health Service (NHS) britânico: foi nele que o engajamento médico começou a tomar relevância como um fator central na melhoria do sistema de saúde.

Mas, afinal, o que é o engajamento médico e como ele influencia no cuidado à saúde? E, não menos importante, como ele se relaciona com as novas tecnologias que surgem na área da saúde? Essas são perguntas essenciais que os gestores da área médica devem se fazer para compreender o cenário atual na saúde.

Por isso, abordaremos, neste post, os principais pontos para compreender o conceito de engajamento médico. Também falaremos sobre como ele influencia — e é influenciado — pela telemedicina, que ganhou destaque nacional nos últimos anos. Continue lendo para saber mais!

O que é o engajamento médico?

Embora haja uma compreensão da imprescindibilidade do engajamento médico, no entanto, há uma dificuldade para conceituá-lo na prática. O doutor britânico Peter Spurgeon o considera como “uma contribuição ativa e positiva dos médicos, em seu ambiente normal de trabalho, em prol da otimização da performance da organização”. Em resumo, esse conceito desloca o médico de uma atitude passiva (onde ele espera as ordens para agir) para uma posição atuante dentro do sistema de saúde.

Essa necessidade, no entanto, também evoca novos desafios para o fluxo de pacientes e serviços. Esperar um perfil mais ativo dos médicos também significa dar a eles maior flexibilidade dentro do próprio ambiente de trabalho — algo ainda visto, em algumas operadoras, como um risco e um desafio. Entretanto, com a telemedicina, isso pode mudar rapidamente.

O que é a telemedicina e como ela funciona?

O conceito de telemedicina deriva do prefixo “tele”, que, do grego, significa “distância”. Essa prática surgiu em Israel, na década de 50, e vem se popularizando pelo mundo todo. No Brasil, ela ganhou destaque após um debate nacional sobre sua regulamentação pelo Conselho Federal de Medicina, no início de 2019. Cada vez mais, a transformação digital chega às terras brasileiras.

A telemedicina compreende qualquer processo que resulte no atendimento médico à distância, sem a necessidade de o médico estar próximo ao paciente. Os benefícios dessa prática são muitos: em cidades com menos recursos em saúde, por exemplo, é possível oferecer atendimento especializado que não estaria disponível em outras circunstâncias. Além disso, um mesmo médico pode atender a regiões muito distantes em um curto período, ampliando sua atuação.

Embora a prática da telemedicina ainda esteja em estágio embrionário no país, ela tem muito a crescer. Algumas operadoras e prestadores de serviço já começaram a estabelecer uma estrutura para fazê-la funcionar: nesses serviços, o posto de atendimento é responsável pelo exame físico e pela propedêutica complementar. A depender do protocolo utilizado — e da possibilidade de utilização da telemedicina na determinada situação —, médicos generalistas ou clínicos gerais podem ser responsáveis por essa etapa.

O especialista, por sua vez, acompanha o caso à distância — em sua residência, na clínica ou no hospital —, por vídeo. É fundamental seguir protocolos previamente estabelecidos e utilizar as novas tecnologias conforme elas ganhem indicação formal, minimizando riscos para o paciente.

Como a telemedicina se relaciona com o engajamento médico?

Novas tecnologias sempre exigem, em maior ou menor grau, uma mudança adaptativa em hábitos ou posturas da equipe médica. No caso da telemedicina, não é diferente: lidar com uma equipe à distância, ditando condutas com o auxílio de novos protocolos, é uma nova realidade para a grande maioria dos médicos. Por isso, tomar uma postura ativa de aprendizado e prática requer, diretamente, um maior grau de engajamento médico.

Essa postura será benéfica, invariavelmente, para o médico, para o paciente e para a empresa; afinal, a telemedicina fornece uma liberdade maior para o médico, que pode ser convertida em uma melhoria constante na qualidade do atendimento. Saber lidar com essa liberdade, agindo ativamente em prol da melhoria do serviço, também faz parte do engajamento médico.

Outra questão relevante para o cenário da telemedicina é o aumento da atribuição de responsabilidade ao especialista da central: por atender pacientes de todo o Brasil, ele tem uma contextualização ampla do cenário prático da operadora e do país. Isso, somado ao conhecimento técnico do médico, pode conferir a ele uma capacidade de tomada de decisão antes não vista pela medicina brasileira. Nesse cenário, portanto, é fundamental que o profissional tenha autonomia e capacidade para tomar decisões favoráveis à empresa.

O engajamento médico é alvo de debates em todo o mundo, que aumentam cada vez mais seu papel na otimização do cuidado à saúde. Em um cenário de emergência de novas tecnologias — como a telemedicina — o perfil ativo dos médicos vêm sendo mais demandado e valorizado. Dado esse panorama, as empresas do ramo são requisitadas a reformular seu próprio modelo de liderança e atuação profissional.

Se você quer ficar por dentro das maiores novidades da área médica, não perca tempo: siga-nos já nas redes sociais! Estamos no Facebook, no Instagram e no YouTube

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-