Afastamento do trabalho

Afastamento do trabalho: veja as principais causas e saiba o que fazer para reduzir esse problema

Neste conteúdo vamos tratar dos principais motivos de afastamento do trabalho, o que faremos pensando no lado físico e também no emocional. Além disso, é fundamental mencionar que as doenças não são necessariamente causadas pela empresa. Por isso, nosso foco será em como esses transtornos afetam resultados, como a produtividade e a eficiência.

O assunto é delicado em razão do momento atual, no qual uma pandemia altera o quadro de afastamento e ainda dispomos de dados limitados sobre isso — ao menos para traçar um panorama definitivo sobre essa indesejada influência. Ainda assim, ela também será abordada em conjunto com os aspectos emocionais que influenciam o bem-estar dos colaboradores. Confira!

As causas do afastamento do trabalho

Segundo os dados oficiais sobre afastamento do trabalho, em condições normais as causas mais recorrentes de distanciamento envolvem dores nas costas e diversos acidentes com fraturas, como as ao nível do punho e da mão, da perna e do pé.

A depressão e “outros transtornos ansiosos” também apresentam grande incidência. Somadas, essas duas enfermidades formam uma classe que se posiciona entre as causas principais de prejuízo à saúde nas empresas.

Como é uma novidade, ainda que indesejada, a pandemia do COVID-19 não aparece nessas estatísticas, mas também foi listada nos tópicos abaixo, uma vez que é uma preocupação importante, especialmente para as empresas que podem e precisam manter suas atividades presenciais, como é o caso da indústria de alimentos e tantas outras necessárias à manutenção do abastecimento.

Acidentes de trabalho

Os acidentes de trabalho ainda são motivo de boa parte dos afastamentos. Em indústrias com maior nível de periculosidade eles recebem maior atenção, mas ainda são negligenciados em pequenas empresas e nos casos menos evidentes, como as lesões por esforços repetitivos.

Embora o termo acidente pressuponha algo ocasional, muitas das suas causas são perfeitamente previsíveis, identificáveis e tratáveis. Muitas vezes, uma orientação simples pode fazer enorme diferença nos resultados.

Fraturas e dorsalgias

Muitos desses acidentes ocasionam fraturas, mas nem sempre elas ocorrem no trabalho, por isso, estão relacionadas em um tópico exclusivo. Como já mencionamos, as fraturas, dores e lesões estão entre as causas principais de afastamento, com destaque para, na ordem:

  • dorsalgia: nome técnico para a dor nas costas;
  • fratura da perna, incluindo o tornozelo;
  • fratura ao nível do punho e da mão;
  • fratura do antebraço;
  • fratura do pé;
  • lesões no ombro;
  • fratura do ombro e do braço.

Transtornos mentais

Também mencionamos que os transtornos mentais são bastante volumosos como causa de afastamento do trabalho. Contudo, as causas mentais tendem a ser subnotificadas. Muitas vezes o próprio colaborador não tem plena consciência de que tem a doença e, quando sabe do problema, tende a evitar manifestá-lo para não ser julgado e mal interpretado. Afinal, esses transtornos ainda são percebidos por muitas pessoas como falta de vontade e determinação. 

Coronavírus

Uma pandemia é uma situação complexa e estamos vivendo os efeitos de um momento prévio, no qual ainda faltam informações e avaliações mais definitivas. Conforme o tempo passa, esse quadro tende a melhorar, com o aumento do nosso controle sobre causas e efeitos do problema.

Enquanto isso não ocorre, a maior preocupação das empresas, especialmente as essenciais para a manutenção de atividades que não podem parar, é com a incidência de casos assintomáticos entre os colaboradores.

Como os testes rápidos — ainda escassos — detectam anticorpos, eles retratam uma realidade anterior, não sendo capazes de detectar as contaminações mais recentes. Por isso, alguns negócios estão recorrendo ao auxílio de empresas especializadas em testes genéticos mais eficientes para os primeiros dias de contaminação. 

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Além disso, é fundamental tratar dos aspectos emocionais que envolvem o trabalho no contexto de uma pandemia, pois os colaboradores estão sujeitos a uma avalanche de notícias falsas, negatividade e estresse.

O impacto das causas de afastamento

Os impactos mais influentes, especialmente no caso dos transtornos mentais, envolvem sentimentos negativos e, nos casos mais avançados de depressões, falta de interesse pela vida, o que, obviamente, inclui desinteresse pelo trabalho.

Essa condição implica em comprometimento na entrega de resultados, diminuindo o desempenho e criando situações constrangedoras, nas quais os líderes não reconhecem mais o colaborador determinado que um dia contrataram.

A dificuldade de realizar as tarefas nos prazos estabelecidos fica evidente. Enquanto isso, o desgaste nos relacionamentos interpessoais decorre de toda essa situação, além de também ser influenciado pela própria enfermidade, que prejudica a empatia e favorece a atitude de isolamento.

A gestão integrada da saúde 

Os ganhos da gestão integrada da saúde vão muito além da atenção com o afastamento e seus impactos para a empresa e para os colaboradores, mas são fundamentais no caso do distanciamento do trabalho, especialmente pela necessidade de identificar o problema, tratá-lo e acompanhá-lo. Afinal, essas medidas não têm como apresentar um resultado efetivo sem um método.

A identificação das enfermidades

Pois bem, a identificação de grupos de risco e das enfermidades que causam afastamento são relativamente fáceis no caso de acidentes de trabalho, mas menos evidentes nos casos de transtornos mentais, que costumam ser subnotificados e tem na negação da doença uma característica do quadro clínico.

Em relação a isso, a gestão integrada atua com uma abordagem proativa e muita orientação. Com base em dados detalhados e confiáveis, é possível traçar um panorama da saúde do grupo e de cada colaborador, o que permite sugerir e encaminhar cada profissional para o tratamento adequado. 

A abordagem preventiva

Desse modo, muitas causas de afastamento são combatidas antes que possam produzir os seus efeitos, evitando o distanciamento do colaborador, melhorando o seu bem-estar e favorecendo o seu desempenho. Isso sem contar os resultados de redução dos custos, próprios em qualquer ação de gestão planejada.

Para concluir o processo, ainda é possível fazer um acompanhamento caso a caso, o que permite mensurar a eficácia de cada ação e encontrar pontos que merecem atenção, seja porque são satisfatórios e podem ser potencializados, seja porque são negativos e precisam ser minimizados ou eliminados.

A ação durante a pandemia

Nos casos de imprevistos, como ocorre com a pandemia de COVID-19, a mesma metodologia pode ser adaptada e aplicada como ferramenta de gestão de crise, minimização de risco e serviço de orientação e conforto.

Essa é uma situação na qual precisamos tratar com um inimigo parcialmente detectável por meio de testes laboratoriais, mas com outro perfeitamente reconhecido no comportamento e nas reações das pessoas, que estão sobre forte influência de estresse, medo e risco.

Desse ponto de vista, terminamos com a observação de que o afastamento do trabalho é determinante para toda a sociedade nesse momento. Especialmente nas operações necessárias ao abastecimento de itens e serviços fundamentais para a nossa sobrevivência, como nas áreas de saúde, alimentação e transporte, todos dependemos de sua redução.

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